Idéia de Socialização e Deslocamento Social

Aqui no Brasil o churrasco, assim como o álcool são utilizados há muito tempo como pretexto para reunir os amigos, conversar, comemorar eventos, aniversários, etc. Dizem que é uma maneira simples de comer e conversar. Mas, o interessante é que, na realidade, praticamente ninguém consegue perceber que o que está na brasa é um cadáver(eu não percebia). Que a musculatura humana é praticamente igual a dos animais. Enfim…Não devemos julgar quem come ou quem não come, apenas ver as coisas através da consciência e assim fazermos nossas escolhas com lucidez.

Acho que podemos ir a um churrasco de aniversário, por exemplo, e comermos outras coisas sem nos sentirmos deslocados. Percebi que cada vez mais que deixamos clara a nossa escolha, nossa transformação, e se nos respeitarmos quanto a isso, jamais seremos deixado de lado por causa da nossa dieta. As pessoas gostam de ter ao lado quem se respeita, quem tem algo para acrescentar. Não tem como ficar deslocado – oposto de que muita gente acha. Mas, também, se isso acontece será devido a uma seleção natural, como na vida. E, amigos que vêem nossa transformação, saúde, melhora de várias partes, poderão nos ter como exemplos de alguma coisa. E, se esse não for o caso, ainda assim continuarão conosco.

Dei o exemplo do churrasco porque é uma coisa mais popular e que nós, constantemente, temos acesso. Mas, isso também, se refere a jantares, almoços, dentre outros tipos de encontros onde a gastronomia se faz presente.

As pessoas quando sabem que somos vegetarianos muitas vezes questionam o que devem fazer para nós comermos. Como se a carne fosse a base de tudo, e talvez seja para a maioria das pessoas que tem seu prato monocromático. Acham que não saberão o que fazer, que tem que fazer um cardápio especial para quem não se alimenta de animais. A única diferença é que não terão carnes em nosso prato.. Simples assim!  Ninguém precisa se sentir mal com isso. Na realidade, podemos orientar, e ilustrar a grandiosidade variedade de alimentos que possuímos, e que a maioria das pessoas desconhece. A gama de cores que nossos pratos podem ter. Eu mesma, quando comia carne, não fazia idéia da quantidade de sabores que existiam.

Não devemos pregar nada a ninguém, pois cada um tem seu livre- arbítrio e escolhe o que quer. Mas, podemos agir de forma madura, consciente e responsável, onde estivermos.

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  1. Recentemente meu corpo começou a rejeitar a carne, naturalmente, sem esforço. Não levanto nenhuma bandeira e nem me rotulo, apenas não quero mais comer carne.

    Mas ainda há uma questão básica que me intriga.

    Sem vitamina B12 morreremos anêmicos. Nosso fígado e baço retém a B12 de fonte endógena por no máximo 6 anos, após isso ficaremos anemicos. A vitamina B12 só é encontrada na carne e em menor teor em seus derivados.

    A pergunta é porque a natureza não fornece a B12 de fonte mineral ou vegetal? O que Deus quer nos dizer com isso?

    Vou tomar a injeção de B12 semestralmente, mas a pergunta acima ainda me intriga.

    namastê!

    Wandy Casalecchi

    • Olá, Wandy… Obrigada por colocar sua opinião.

      Bem… A B12 é o mais falado na dieta vegetariana….

      Sim, ela é de extrema importância para os seres humanos. As algas também nos fornecem, mas não da forma como em outros alimentos. Os laticínios também contém, como você disse.

      Em relação a Deus, sinto que ele nos deu o livre arbítrio para agirmos de acordo com a nossa consciência. Não necessariamente porque inúmeras plantas foram feitas por ele, que significa que possamos comê-las, não é?! 🙂 Tudo na natureza, na vida, é proveniente de Deus, inclusive nossa inteligência para que criemos outras formas para substituir o que acreditamos ser necessário. 🙂 Tudo está em evolução, adaptação…. Realmente, cada um faz o que acha melhor, o que sente que deve ser feito. Isso é uma grande beleza da vida. Mas, no meu caso, prefiro tomar essa vitamina 1x ao ano injetável , a contribuir com atos que vão contra o que sinto e acredito. Quando olho nos olhos de um animal vejo Deus, e nesse momento a B12 é o menos importante…. já que posso obtê-la por outros meios.. 😉 Sei que várias grandes escrituras mostram o vegetarianismo bem claramente… várias religiões, passagens, etc. Em relação ao que Deus quer nos dizer com isso, só você poderá responder em meditação, no seu silêncio. 🙂 Acho que cada um deve fazer o que sente… e o que fazemos de acordo com nossa consciência, por amor (Deus) é correto… 🙂
      .

      Uma informação :

      Biodisponibilidade da B12 (%)
      Carne vermelha 56 a 77
      Peixe 42
      Frango 61 a 66
      Leite 65
      Ovos menos do que 9

      Isso mostra que o leite – pra quem consome- é uma grande fonte tb.

      E, aproveitando o que você trouxe aqui vou colar o que Dr. Eric Slywitch (nutrólogo da ABV) fala sobre B12, pois acho que complementará o que foi dito.. Caso queira mais informações:

      MUITA LUZ a você e obrigada pela presença….

      ( http://www.alimentacaosemcarne.com.br/nutrientes/diagnostico-da-deficiencia-de-b12 )
      “Em diversos ciclos da vida e condições orgânicas pode ser necessário o uso de suplementos. Isso pode ocorrer por baixa ingestão dos alimentos ou nutrientes, por dificuldade de retirarmos o nutriente do alimento ou por problemas no organismo que fazem com que a sua absorção, utilização ou perda seja comprometida.

      Todas as descrições que farei agora são para as pessoas onívoras.

      Como exemplo, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as crianças, dos 6 meses aos 2 anos de idade, recebam suplementação de ferro, frente ao elevado índice de anemia nesse período. É estimado que metade das crianças com menos de 5 anos e 1/3 das gestantes no Brasil tenham carência de ferro.

      A suplementação com ácido fólico é feita para mulheres que querem engravidar. Diversos obstetras prescrevem rotineiramente suplementações vitamínicas e minerais para gestantes. A gestação exige aporte de ferro extra, com suplementação.

      O Instituto de Medicina dos Estados Unidos recomenda que as pessoas com mais de 50 anos de idade utilizem suplementos de B12, pois pelo menos 30% dessa população mostra deficiência dessa vitamina.

      O iodo é adicionado ao sal que consumimos, para que esse mineral chegue a pessoas que moram em regiões distantes do mar. A sua falta causa sérios problemas mentais em crianças (cretinismo), além de dificuldade de produção de hormônio da glândula tireóide.

      A fortificação das farinhas com ferro e ácido fólico não visa atingir os vegetarianos, mas sim a população onívora.
      Como você pode notar, mesmo os onívoros estão sujeitos a diversas deficiências nutricionais.

      O fato que incomoda alguns profissionais de saúde é o fato de que mesmo com uma dieta bem balanceada, uma dieta vegana não supre todos os nutrientes (por causa da B12).

      No entanto, assim como o ferro, a B12 depende muito mais do nosso metabolismo, do que da quantidade que ingerimos. Enquanto 50% dos vegetarianos apresentam deficiência de B12, isso ocorre com 40% dos onívoros da América Latina. Veja que a diferença é pequena!” (Dr. Eric Slywitch)

  2. O dr. Eric é médico, vegetariano, e comia carne até a adolescência, por hábito, mas sentia que não era necessário. Ele se formou em medicina e estudou a fundo a parte nutricional, aliando as duas coisas: nutrição e saúde. Por isso, eu confio plenamente nas informações passadas por ele, já que são baseadas em fatos comprovados cientificamente.
    Quero ressaltar uma informação anterior.Segundo o Dr. Eric :
    Cerca de 50% dos vegetarianos têm carência de vitamina B12 e
    cerca de 40% dos não vegetarianos têm carência de vitamina B12.
    O que, segundo a lógica, nos faz concluir que os níveis de B12 no nosso organismo dependem mais do nosso metabolismo do que da alimentação.

    Sobre a questão colocada a cima pelo Wandy, vou escrever o resumo que eu fiz sobre o estudo do Dr. Clemete. Segue:
    A flora intestinal do ser humano é capaz de produzir vitamina B12, mas esta produção parece ser insuficiente ou pouco absorvida pelas células. Estudos e livros antigos de fisiologia, anteriores à década de 50 e 60, afirmavam que a produção intestinal desta vitamina era suficiente. Os livros modernos já não levam mais em consideração esta fonte, própria de cada ser humano. Há, então, uma contradição. Algo parece ter ocorrido com a flora bacteriana para que houvesse diminuição da produção ou da absorção de B12, a ponto de os estudiosos nem a considerarem mais como uma fonte viável e existente.

    Os alimentos alteram a microbiota intestinal na proporção em que são ingeridos. O consumo excessivo de produtos de origem animal, alimentos refinados e industrializados, açúcares, gorduras e álcool geram um desequilíbrio da flora intestinal por privilegiarem os processos de decomposição fermentativa e putrefativa. Este desequilíbrio é chamado de disbiose (desequilíbrio entre as bactérias patogênicas e as benéficas). A dieta, associada aos alimentos industrializados, com produtos químicos e resíduos de agrotóxicos, associada ainda ao estresse e à antibioticoterapia, tão comum e feita de forma livre hoje em dia, aumentam a disbiose e a tornam característica comum e arraigada. Em conseqüência, surgem desequilíbrios digestivos como desnutrição e constipação, auto-intoxicação, irritação da mucosa intestinal e doenças degenerativas crônicas. Os alimentos, que deveriam ser eliminados em 12 a 18 horas após a ingestão, permanecem de dias a 3 semanas no trato digestivo, aumentando a putrefação, a produção de toxinas e de substâncias cancerígenas, gerando diversas doenças físicas e alterações em níveis emocionais e mentais.

    A disbiose intestinal gera diminuição da porcentagem de uma bactéria chamada Biphidobacterium. As bifidobactérias são importantes, pois favorecem a digestão e assimilação dos alimentos, além produzirem substâncias necessárias ao nosso corpo tais como: ácido acético (que combate as bactérias patogênicas), antígenos (que estimulam o sistema imunológico), vitaminas B1, B2, B6, B12, vitamina K, ácido fólico, niacina e ácido pantotênico, que são todas substâncias vitais ao metabolismo celular. Com a diminuição do Biphidobacterium ocorre diminuição da síntese de vitaminas e diminuição da absorção por parte das células intestinais..
    Este desequilíbrio é uma condição muito arraigada no nosso organismo e está presente inclusive na contra-parte energética sutil de nossas células.
    Para restabelecer o equilíbrio da flora intestinal, aumentar a quantidade de Biphidobacterium, a produção de vitaminas e sua absorção, é necessário que haja uma recolonização intestinal.

    A dieta vegetariana estrita pura não é suficiente para resgatar o equilíbrio intestinal, uma vez que ele está muito arraigado. O ideal é que se introduza na dieta alimentos pré-bióticos, ou seja, que estimulam a presença da Biphidobacterium. Os açúcares presentes na soja favorecem estas bactérias. A ingestão de iogurte de soja (leite de soja enriquecido com Biphidobacterium), por exemplo, possibilita a recolonização intestinal. Alimentos como milho, painço, castanhas, tubérculos, raízes e frutas da época também são considerados pré-bióticos e auxiliam no restabelecimento do equilíbrio intestinal.
    O interessante é que ao aumentar as biphidobactérias, aumenta-se também a produção de vitaminas e outras substâncias essenciais ao organismo. Reestabelendo-se o equilíbrio da flora intestinal e a saúde células, através de alimentos naturais, vivos e vegetarianos, a absorção dos nutrientes também será aumentada. Como conseqüência, a nutrição do corpo se tornaria mais adequada e, talvez, poderíamos satisfazer as necessidades de vitamina B12 com a própria produção intestinal, o que provavelmente era sugerido pelos livros e estudos antigos. Está explicada a contradição.
    Enquanto não recolonizamos totalmente nossa microbiota intestinal, que preconiza também uma dieta desistoxicante, a suplementação de vitamina B12 é uma excelente opção.

    “Ao nos aproximarmos da essência das coisas, entramos em maior harmonia com a natureza e, quem é fiel ao seu instinto, vai ingerir o alimento cada vez mais como a própria natureza o produz.” (Paul Brunton)

    Mariana Falaschi – Acupunturista http://acupunturaesaude.wordpress.com

  3. Boa noite…
    Sou vegetariana pela 2ª vez! Estranho isso, não? Mas é a pura verdade…

    Virei vegetariana pelo simples amor aos animais … e para emagrecer também… Emagrecei com saúde sim… e tinha mais disposição… mais saúde… hahahaha Fiquei assim durante 2 anos e meio… voltei a comer carne depois disso… por uma série de questões… mas enfim… voltei a ser vegetariana… aos poucos, opção minha…. Meu corpo não aceita carnes…. aprendi a perceber isso… e estou administrando ainda melhor a minha saúde e alimentação, mais madura e muito mais consciente.

    Quem foi que disse que precisamos comer carne para ser saudáveis???? A… mais a vitamina B12… Nada que uma picadinha não resolva… hehehehehe e claro inserir ainda mais alimentos que tenham esta vitamina…

    Saúde, em primeiro lugar…

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