Depoimentos

Porquê me tornei ou quero me tornar vegano/vegetariano

  1. Sempre achei que comer carne fazia parte da cadeia alimentar. Que prepotência a minha, achar que estamos no topo da cadeia e que podemos matar os animais para nossa alimentação…

    Comecei dimiuindo a ingestão de carne, consumindo apenas quando tinha vontade e não mais por hábito até que, por uma questão de consciência, resolvi parar de vez, tendo que controlar meus sentidos (paladar e olfato).

    Tornei-me vegetariana não por uma questão de saúde (menor incidência de câncer, colesterol, etc), nem ambiental (redução de metano emitido pela eructação e redução do desmatamento ou poluição dos rios), mas por ter adquirido a consciência de que não irei satisfazer meu paladar e meus desejos às custas de um ser vivo que sofre desde a criação até o abate. Não vou mais fazer parte desse sofrimento!

    Comecei a me perguntar a razão pela qual eu comia um boi e não comia minha gata. Resposta: porque amo minha gata. E por que não amo o boi, a galinha, o porco??? Vi que meu amor era egoísta e limitado e que queria começar a expandí-lo. Não comer carne é o início dessa expansão. Expansão de uma amor que não é condicional nem excludente.

    Ao contrário de muita gente, como veterinária e pertencente a uma família de pecuaristas, eu já tinha visto animais serem abatidos, já tinha visto sua dor, mas eu simplesmente bloqueava meus sentimentos e minha consciência. Após o contato com algumas pessoas, comecei a enxergar e a sentir esse hábito alimentar de outra forma. Perebi que a maioria de nós come carne porque fomos ensinados e habituados a isso. Uma vez que é hábito, ele se torna inquestionável e se perpetua, de geração em geração. Quando nos abrimos a ver e a conhecer o que há por trás desde hábito, nosso coração e mente se abreem, se expandem e, como consequencia, o vegetarianismo acontece.

    Foi assim que aconteceu pra mim, vegetariana há exatamente 1 ano.

    E se me perguntarem se ainda tenho vontade de comer carne a resposta é: meu paladar e olfatos gostam de sabor e do cheiro, mas eu os controlo e não deixo que eles me dominem. Afinal, sou um ser humano e posso controlar meus sentidos!

  2. Nunca havia pensado na possibilidade de me tornar vegetariana simplesmente por ignorância provinda de um estado de egoísmo: eu preferia não me aprofundar no assunto e IGNORÁ-LO por puro medo de prejudicar meu desempenho físico e consequentemente meu trabalho: sou professora de Educação Física e personal trainer. Como poderia continuar mantendo o bom nível das minhas aulas e meu condicionamento físico sem ingerir as proteínas da carne?

    Ao mesmo tempo estava inserida em uma contradição que nem eu mesma percebia. Sempre senti compaixão e amor pelos animais que manifestassem vida. Protagonizava cenas de confrontar colegas na infância que pisavam em formigas ou outros insetos. Me considerava “defensora dos animais” a ponto de parar o carro na rua e questionar pessoas que andavam com seus cães com a coleira apertada em seus pescoços e não a peitoral, por exemplo. Ou de amigos que possuíam bichos sendo criados em gaiolas, aquários e outras prisões. Aquilo sempre me incomodava profundamente, não conseguia me manter calada ou imóvel… mas ao mesmo tempo chegava em casa e comia carne, todos os tipos de carne, frequentava churrascos, era fã de sushi, sashimi, totalmente inconsciente de meu ato.

    Há alguns poucos meses, quando comecei a ter acesso a um material de estudos a respeito dessa questão através de pessoas que trilham o caminho do despertar para a consciência é que vieram perguntas a tona: “O que estou fazendo com minha existência e corpo físico? A que ponto me encontro adormecida para poder me alimentar de um cadáver de um animal que é obra de Deus, tanto quanto um cãozinho que é considerado de “estimação”? Por que ESTIMAMOS uns e ASSASSINAMOS outros?”
    Quando comecei a me dar conta disso tudo, percebi que não se alimentar mais de animais não é um fim, mas uma das conseqüências que tendem a ocorrer quando existe essa mudança interna.

    E, ironicamente, mesmo após bem pouco tempo, não perdi absolutamente nada de desempenho físico, muito pelo contrário; minha qualidade de sono e conseqüente disposição melhoraram. Tudo que eu temia nada mais era que ILUSÃO. Sentia irritabilidade, sintomas pré-menstruais fortíssimos desde os 12 anos de idade, ansiedade, agitação mental, agressividade…Tudo isso tem diminuído significativamente. Características altamente nocivas que me deixavam sempre longe de encontrar minha paz interior.
    E, de fato, eu acreditava que eu fosse assim mesmo, sempre justificava meu comportamento por ser de uma combinação de dois signos de fogo, por exemplo, rs. Mas eu apenas ESTAVA assim, por estar adormecida perante essa questão.

    Me encontro em um estado de GRATIDÃO plena a todos vocês que têm me estendido a mão nessa jornada de despertar e me mostrado as MARAVILHOSAS TRANSFORMAÇÕES que ocorrem a partir de uma vida mais consciente. Estamos juntos!!!
    AMOR e LUZ a todos!!! 

  3. O que dizer da vida vegetariana? Além de ser uma consciência maravilhosa e percepção de Deus em todos os seres?
    Sei que muitos produtos que utilizamos no dia a dia são provenientes do animal, mas podemos contribuir no que pudermos para que essa visão seja alterada. Dando o exemplo é a melhor forma, aos poucos a mudança ocorrerá.
    Eu sempre quis ser vegetariana. Desde que eu li sobre a dieta do tipo sanguíneo, eu comecei a observar o meu corpo e a perceber que realmente os produtos de origem animal não fazem bem, não eram necessários. Eu pesquisava artigos sobre os problemas de saúde que a carne pode causar, como, por exemplo, o câncer. Tudo a princípio era relacionado à saúde, por isso me faltava um impulso final para que houvesse realmente a conscientização.
    Foi quando eu assisti a alguns vídeos sobre como as mortes dos animais eram realizadas. Ali houve uma expansão e tive a consciência de que são seres que tem expressão de terror, têm medo, que são brutalmente mortos e mal cuidados. São seres que amam, que para serem mortos foram separados de suas famílias. Através dos vídeos, vi animais que estavam ali, sofrendo com a brutalidade humana para saciar o paladar. Pude ali, ver a Deus, sendo mutilado vivo por outros seres que esqueceram a sua origem e se viram no direito de interromper um ciclo.
    O ser humano não tem o direito de tirar a vida, de interromper a evolução dos seres só para saciar o paladar e nem para qualquer outro fim, pois a violência para com o animal não provém somente da alimentação. É realmente triste haver assassinatos para que o homem possa a cada dia, provar uma carne diferente.
    Olhe a fruta, olhe a verdura e suas cores, perceba a leveza que estes contém, que são colhidos por conterem energia pura. Não foram conseguidos através do derramamento de sangue. Beba seu suco e veja que ali também há Deus, Deus sem sangue. Veja a Deus em tudo e não mais contribuirá com o sofrimento dos animais. Não há a necessidade de se alimentar de outro corpo.
    Sou eternamente grata pela visão que tenho em relação ao consumo de carne e sei que em breve, muitos poderão enxergar. Não poderia jamais voltar a ser quem eu era, pois os animais são meus amigos e esperam amor de nós.
    NÃO MATARÁS

  4. Me lembro perfeitamente do dia.
    Eu tinha 12 anos de idade e fiquei paralisada em frente à churrasqueira. Pessoas felizes, comemorando e, olhando pra um animalzinho de estimação, comentavam o quão absurdo era alguém ter coragem de fazer mal à um ser tão dócil!

    Não conseguia diferenciar um animal do outro. E desde esse dia não comi mais carne.
    Pela pouca idade, meus pais acharam que era bobagem, coisa de criança e tentavam de todo modo me “enganar” durante as refeições. Mas eu, teimosa (?) desde sempre, vasculhava o lixo, lia todos os ingredientes que tinham sido usados e me recusava a comer.

    Ao perceberem que não teria outro jeito, me levaram em um nutricionista e ficaram surpresos quando ouviram que realmente não era necessário ingerir carne!

    Esse ano, 2011, completou 13 anos desse episódio e sempre digo que até hoje essa foi a melhor decisão que tomei na vida! A sensação de comer sabendo que não houve crueldade pra que eu me alimentasse é indescritível!

    Amor consciente sempre! ♥

  5. Vamos lá, o motivo de ter me tornado vegan…
    Em primeiro lugar, pelo meu amor aos animais. Desde criança sinto um amor imenso pelos seres senscientes, mas até certo ponto da minha vida, fui especista, apesar de amá-los (bois, porcos, frangos), não os coloquei no mesmo patamar que cachorros, gatos e outros animais domesticáveis. Mas por que? Por que manter esse pensamento seu eu SEI que eles sentem e sofrem? Por que continuar financiando o sofrimento DESNECESSÁRIO? Foi pensando nisso que decidi optar pelo veganismo. Pensei que pular do onivorismo direto para o veganismo seria muito radical, mas minha consciência não permitiu que eu ficasse consumindo ovos e leite por mais que 1 semana…fiquei pensando nos maus tratos que ocorrem nas granjas e fazendas de laticínios e decidi que minha contribuição pararia ali.
    Segundo lugar, não menos importante…os testes em animais. Por que os humanos acham que têm o direito de fazer uma coisa tão cruel? Mais uma vez, é desnecessário, fruto do desrespeito dos homens em relação a outras espécies. Decidi evitar ao máximo produtos que possuem componentes de origem animal, e também os que são testados. É impossível ser 100% vegan na nossa sociedade, mas eu faço o máximo que posso, o que está ao meu alcance. Fico revoltada com tanta exploração, e o que posso fazer, faço, não me omito, de jeito nenhum, não é hora pra isso.
    Não mudei por saúde, nem por status, somente por amor e respeito.
    Estou MUITO feliz com a minha decisão, e ja descobri o estilo de vida que me traz felicidade! =)

  6. Parabéns pelo blog! Pela consciência, pela lucidez e pela riqueza de informações. Como médica cardiologista, gostaria de compartilhar apenas uma observação: Em vinte anos de prática clínica, atendendo cerca de 200 pacientes/mês, observei que não tenho nenhum paciente vegetariano coronariopata, hipertenso ou diabético. Interessante isso não?

  7. COMO EU ACREDITO EM REENCARNACAO SINTO QUE NA MINHA VIDA ANTERIOR OU VIDAS ANTERIORES EU JA ERA UMA VEGANA OU VEGETARIANA APENAS POR AMOR E RESPEITO PELOS ANIMAIS. ESTA CONSCIENCIA DE ALIMENTACAO VEG E MEU AMOR POR TODOS ANIMAIS, EU NAO ME LEMBRO DE NUNCA NAO TER SIDO SER ASSIM,SEM FALAR QUE OS MEUS DOIS PRIMEIROS FILHINHOS DE ESTIMACAO FORAM DUAS GALINHAS A PEDREZINHA E A KUKITA,QUE FORAM OS DOIS PRIMEIRO GRANDES AMORES NA MINHA JORNADA.CLARO QUE COM O TEMPO EU FUI APRENDENDO MUITO MAIS…EU JA ERA UMA VEGANA EM POTENCIAL SO QUE EU AINDA NAO SABIA E NEM CONHECIA A PALAVRA VEGANISMO.

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